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As oito fontes de mérito

 Para inspirar e fortalecer nossa prática.  Anguttara Nikaya VIII.39 Abhisanda Sutta Fontes “Bhikkhus, há essas oito fontes de méritos, fontes daquilo que é benéfico, alimento da felicidade, celestiais, que resultam na felicidade, conduzem ao paraíso, conduzem ao que é desejável, prazeroso e almejado, para o bem-estar e a felicidade. Quais oito? “É o caso em que um nobre discípulo buscou refúgio no Buda. Essa é a primeira fonte de méritos, fonte daquilo que é benéfico, alimento da felicidade, celestial, que resulta na felicidade, conduz ao paraíso, conduz ao que é desejável, prazeroso e almejado, para o bem-estar e a felicidade. “Além disso, o nobre discípulo buscou refúgio no Dhamma. Essa é a segunda fonte de méritos ... “Além disso, o nobre discípulo buscou refúgio na Sangha. Essa é a terceira fonte de méritos ... “Agora, há essas cinco dádivas, cinco grandes dádivas - originais, que existem há muito tempo, tradicionais, antigas, sem adulteração, não adulteradas desde o prin...

Sendo anfitrião

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Por Ajahn Lee Dhammadharo, em 27 de Setembro de 1956  Quando você sentar para meditar, diga para si que o seu corpo é como sua casa. Quando você repete a palavra buddho junto com a respiração, é como convidar um monge para entrar na sua casa.  Quando as pessoas convidam um monge, o que elas fazem para serem consideradas pessoas de bons modos?  1) Elas devem preparar um local para o monge sentar. 2) Elas oferecem a ele boa comida e água. 3) Elas devem conversar com ele.  Quando meditamos, "preparar um local para sentar" significa pensar bud  com a inspiração e dho  com a expiração. Se estivermos atentos para pensar dessa forma, a palavra buddho sempre ficará confortável com a respiração. Sempre que nosso pensamento foge da respiração, é como se rasgássemos o assento que estamos preparando para nosso convidado. E não se esqueça que antes de preparar um assento, você primeiro tem que limpar o local. Em outras palavras, quando você começa a respirar, você deve ...

Ratana Sutta - A proteção das Três Joias

Paritta (proteção), é uma prática budista que consiste na recitação de determinados versos visando a proteção contra perigos, algumas aflições e má-sorte. Há inúmeros suttas ou versos que são considerados parittas, mas vamos citar alguns mais famosos, como o Maha Mangala Sutta, o Karaniya Metta Sutta e o tema desta postagem, o Ratana Sutta. Em tempos de pandemia do coronavírus, a recitação deste paritta pode ser um ato hábil e gerador de méritos. De acordo com o comentário, o contexto em que este discurso se deu é o seguinte: A próspera cidade de Vesali estava sendo afligida pela fome, causando mortes, em especial a pessoas pobres. Devido a presença dos inúmeros corpos em decomposição, espíritos malignos começaram a assombrar a cidade; o que foi seguido por uma peste.  Atormentados por esses três medos, o da fome, o de seres não humanos e da pestilência, os cidadãos procuraram a ajuda do Buda, que estava morando em Rajagaha e tinha a fama de possuir grande poder e sabedoria. ...

Desenvolvendo dāna e bhāvanā

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Ajahn Suchart Pergunta: Como posso evoluir de dāna para bhāvanā? Tan Ajahn: A razão pela qual você deveria fazer dana é se livrar do seu dinheiro, do seu dinheiro excedente. Porque quando se tem dinheiro excedente, às vezes quer comprar coisas, quer fazer algo. Isso ocupará seu tempo de meditação, de desenvolver sua atenção plena. Então, em vez de fazer uma viagem de férias, por que não gastar esse dinheiro em Dana e ficar em um templo? Você tem que se forçar a fazer essas coisas e se forçar a desenvolver a atenção plena. Não vem automaticamente, especialmente para aquelas pessoas que não tiveram atenção plena anteriormente. Algumas outras pessoas têm sorte. Talvez em suas vidas passadas elas tenham desenvolvido uma certa quantidade de atenção, portanto, para elas meditar pode ser muito mais fácil do que para aquelas que ainda não desenvolveram nenhuma atenção. Se você não tem atenção plena, deve forçar-se a desenvolvê-la. E esta é a razão pela qual você deve fazer caridad...

A forma de eliminar o desejo, a kilesa associada a comida

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Por Ajahn Suchart  O Buda nos ensinou a praticar o tempo todo, exceto quando vamos dormir. Ele estabeleceu um horário para os monges: das 18h às 22h praticamos samādhi e sabedoria, em meditação sentada ou andando; das 22h às 2h, vamos descansar, dormir; nos levantamos às 2 da manhã e até às 6 fazemos novamente meditação sentada ou andando até a hora de ir em piṇḍapāta, para coletar comida. Enquanto seguimos em nosso piṇḍapāta, ainda podemos praticar, podemos manter a atenção plena ou podemos contemplar a natureza impermanente de tudo que nos cerca. Tudo é impermanente. Podemos também contemplar a natureza do corpo enquanto fazemos o piṇḍapāta. Quando voltamos ao monastério, vamos à sālā para comer nossa comida. Continuamos com nossa atenção plena ou contemplação. Antes de comer, devemos contemplar o aspecto repulsivo da comida porque não queremos comer com o desejo de comer. Queremos comer como se toma um remédio. Para comer como tomar remédio, devemos colocar todos os a...

O Código de Disciplina para a Pessoa Leiga

O Sigalovada Sutta é considerado por Buddhaghosa como o "Vinaya [código de disciplina monástico] dos leigos. Nos tempos atuais, o renomado monge Bhikkhu Bodhi refere-se ao sutta como o "sutta mais abrangente no que se refere a felicidade nesta vida." O Sutta ocorre quando o Buda encontra  um jovem chamado Sigala em seu passeio matinal. O jovem, em trajes encharcados, prostrou-se e adorou os quatros pontos cardeais (Leste, Sul, Oeste e Norte), mais a Terra (Abaixo) e o Céu (Acima). Quando perguntado pelo Buda por qual motivo fez isso, o jovem Sigala respondeu que tinha sido dito pelo seu falecido pai para fazê-lo e ele pensou que era certo cumprir os desejos de seu pai. O Senhor Buda, então, baseado no ponto de vista de Sigala, ensinou-lhe como um nobre (ariya) deveria adorar as Seis direções. E aqui disponibilizo o sutta na íntegra.  Digha Nikaya 31 Sigalovada Sutta Exortação para Sigala – O Código de Disciplina para a Pessoa Leiga 1. Assim ouvi. E...